Durante uma visita a Larry , ele me chamou para o computador, e a me mostrar um jogo que estava jogando novamente depois de uns dez anos, me disse: “Vê que som massa”, clicou no menu e …Plin. O som era um Plin de seleção de menu.
Eu …eu ri um pouco, eu nunca tinha jogado aquele jogo, aquilo não parecia massa pra mim, nem lindo, nem nada. Era só um Plin.
Isso se chama memória afetiva. Um som, uma cor, um gosto, algo que quando sentimos dispara uma sensação de “como era bom o meu passado…” ou como era ruim também.
Alguns produtos existem por causa da nossa memória afetiva. Tenho um espelho aqui que sua moldura plástica imita um modelo muito antigo, de madeira. Não é bonito, moderno, só um truque, o uso de nossa memoria afetiva para vender.
Filmes ruins são sempre excelentes na nossa memória. Alguém consegue ver algum seriado japonês dos anos oitenta com a mesma empolgação? Como sempre Benner diz, não reveja o que viu antes dos treze anos.
A memória afetiva pode tambem ser ruim, impedindo de tentar de novo. Algo que era pessimo a dez anos atrás, hoje pode ser ótimo, e vice-versa.
É dificil, quase impossível brigar com a memória afetiva, mas e bom saber que ela existe , e tentar medir as coisas com outros olhos, pedir a opnião dos outros, tentar de novo, sentir de novo, pensar de novo.
Suas memórias são importantes, mas elas não são a única maneira de se lembrar do que passou.

Publicado por zacaster 


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